Segundo informação veiculada pelo Fr. Pedro, a Família do Fr. Francolino está a desenvolver diligências, no sentido de trazer o o seu corpo para Portugual a fim de ser sepultado na sua terra natal, Corujas - Macedo de Cavaleiros. Dado que ainda é permaturo avançar uma data, a seu tempo contamos plasmar aqui essa informação.
domingo, 18 de junho de 2017
MORREU O FR. FRANCOLINO GONÇALVES OP
Meus Caros
Recebi do Prior de Jerusalém ( Fr. Martin Staszak) a comunicação que o nosso irmão Frei Francolino faleceu hoje ( FESTA DO CORPO DE DEUS) às 4.30h da manhã, no hospital.
Toda a Família Dominicana está de luto, mas todos estamos unidos em dar graças a Deus por este nosso irmão, que tanto deu à Ordem e à Igreja, para viver melhor a Palavra de Deus.
Foi na Festa do Corpo de Deus que ELE o chamou. Já se encontra no coração de Deus a interceder por nós.
Também apresentamos à família do Francolino as nossas condolências. Se até aqui estávamos unidos, continuaremos a está -lo daqui para a frente.
Continuamos unidos em oração.
Um abraço amigo
Frei Pedro
quarta-feira, 31 de maio de 2017
Aniversários em Junho
Durante este mês celebram o seu aniversário os
nossos
Amigos
NOME Dia
João Jorge
das Neves 4
António B.
de Pinho 27
Elias
Pereira Matias 27
João
António Gomes Ferro 28
António
Luís Silveira da Costa Martins 29
Para todos os nossos parabéns e os votos de
um futuro cheio de
Bençãos
de Deus.
terça-feira, 2 de maio de 2017
Aniversários em Maio
Durante este mês
celebram o seu aniversário os
nossos Amigos
NOME Dia
Fernando
Pinto Gonçalves 1
Filipe
Lage Baptista 4
Francisco
Soares Torres 9
Frei
Bernardo Domingues 13
Joaquim
António Pereira Moreira 21
Vasco
Jose Egidio Reis 23
Manuel
Batista Martins 24
Jose
Antonio Azevedo Gama 28
Domingos
Augusto Carvalhais 29
Para todos os
nossos parabéns e os votos de um futuro cheio de
Bençãos de Deus.
terça-feira, 11 de abril de 2017
A BÍBLIA EM PRAÇA PÚBLICA
Frei Bento Domingues O.P.
1. Como
escreveu, em 2016, o Prof. José Augusto Ramos, o universo cultural, editorial,
científico e académico português foi recentemente presenteado com o
aparecimento do primeiro volume de uma tradução da Bíblia grega, conceito que
nos tem sido estranho, desde há muitos
séculos[1].
Este ano, nos finais de Março, Frederico Lourenço inundou todas as livrarias
com o segundo volume da tradução da Bíblia grega, o Novo Testamento completo,
escrito há quase 2000, cujo original é irrecuperável. Esta tradução está
baseada no texto fixado por Nestle-Aland[2].
Para F. Lourenço, a leitura
comparativa dos evangelhos canónicos e dos restos que nos chegaram dos
apócrifos não deixa qualquer dúvida quanto à imprescindibilidade de Marcos,
Mateus, Lucas e João, talvez os livros mais extraordinários da História da
Humanidade.
Um padre, espantado com este fenómeno,
perguntou-me: mas esse tradutor é padre? Quando lhe respondi que não era padre
nem ex-padre, não era católico nem protestante e que neste trabalho prescinde,
metodologicamente, de pressupostos religiosos, mostrou-se desconfiado. Aí há
gato!
O que há, de facto, é
talento, competência e muito trabalho. Convidei esse clérigo apreensivo a ler o
currículo do tradutor que vem nas capas de ambos os volumes e acrescentei o meu
pressentimento: com esta aparição, Frederico Lourenço e os responsáveis da
Quetzal Editores vão alterar o clima cultural da Bíblia, no nosso país. Não
esperam canonizações, mas merecem avaliações críticas competentes[3].
Pensar que o estudo da
Bíblia e as suas traduções só merecem confiança, se forem obra de clérigos e de
editoras católicas submetidos ao Imprimatur
episcopal, é supor que a Bíblia é propriedade privada de empresas
confessionais. Que os responsáveis das comunidades católicas zelem pela
formação bíblica dos seus membros e pelas expressões da fé cristã é o mínimo
que se lhes pode pedir. Infelizmente, nem sempre cumprem esta missão.
Ninguém tem o monopólio da
Bíblia e só há vantagens em que seja reconhecida e trabalhada como o Livro dos
livros, a expressão das raízes judeo-cristãs da civilização ocidental. Há muito
a fazer para se tornar parte activa da cultura portuguesa, nas suas diversas
expressões. Criticam-se, e com razão, as correntes sociais, políticas e
culturais que desejam fechar as religiões nas respectivas sacristias. Mas seria
lamentável que as sacristias amuassem ao ver essa literatura religiosa estudada
e debatida com toda a liberdade, no espaço público.
Herculano Alves reuniu,
numa obra muito útil, os Documentos da Igreja sobre a Bíblia, desde o ano 160 a
2010[4].
No começo deste ano, foi lançado pela Biblioteca
Dominicana o testemunho incontornável de Marie-Joseph Lagrange, O.P., sobre
os tormentos que sofreu do Vaticano e das invejas eclesiásticas organizadas
para impedir as inovadoras investigações e publicações científicas da Escola
Bíblica de Jerusalém, nos finais do século XIX e nos primeiros 30 anos do
século XX[5].
Quem comparar a miséria cultural dessa situação com o documento da Comissão
Pontifícia Bíblica, de 15 de Abril de 1993[6],
pode ter a impressão de que não pertencem à mesma Igreja.
Não reconhecer a
importância de colocar a Bíblia no espaço público, segundo as exigências
culturais do nosso tempo, só pode alimentar a suspeita de que a razão crítica é
inimiga da religião, das suas linguagens e das suas práticas.
2. O
projecto de Frederico Lourenço, assumido pela Quetzal, não se limita a uma nova
tradução do Novo Testamento, do qual já existem várias, de diversos estilos, mas
à tradução de toda a Bíblia Grega, judaica e cristã. A Bíblia judaica e a Bíblia
hebraica não se identificam, como se a grega não fosse, também, judaica. A
Grega, designada como Septuaginta
(LXX), é a primeira tradução da Bíblia[7] e o
seu nome designa a tradução da Torah
hebraica para o grego, realizada em Alexandria durante o reinado de Ptolomeu II
(285-246 a.C).
Segundo a lenda, setenta
sábios de Jerusalém, conhecedores do hebraico e do grego, partiram para
Alexandria, cidade com grande população judaica, mas onde se falava sobretudo o
grego. Cada um tinha o seu quarto particular e a obrigação de traduzir as
Escrituras. Começaram todos ao mesmo tempo e terminaram todos ao fim de setenta
dias. Ao conferi-las, verificaram que todos tinham traduzido da mesma maneira. Para
lenda e milagre não está mal.
A dita versão constituiu
um acontecimento cultural sem precedentes e a iniciativa literária mais
importante para os anais da civilização. Pela primeira vez, a sabedoria de
Israel passava de uma língua semita para outra indo-europeia e, por aí, ao
mundo ocidental.
3. Quando,
séculos mais tarde, a LXX foi adoptada pelas primeiras comunidades cristãs,
como a Bíblia oficial, acompanhou a expansão do cristianismo, tanto no Oriente
como no Ocidente.
A partir do séc. V d. C.,
a LXX foi destronada, no Ocidente, pela tradução de S. Jerónimo para latim,
denominada a Vulgata. Esta versão
dominou a cultura ocidental durante a Idade Média. Foi declarada como
autêntica, isto é, fiável em matéria de fé e costumes, pelo Concílio de Trento
(1546). Na Igreja Ortodoxa, a Bíblia grega manteve-se como Bíblia oficial ou
canónica até aos nossos dias.
Outro foi o rumo das
traduções da Bíblia na Reforma. Espero que, entre nós, o nome de Lutero tenha
deixado de ser considerado um insulto.
09.04.2017
in Público
[1]
Cadmo 25 (2016) 101-113. Cf. também de José Augusto Ramos, Traduções Portuguesas da Bíblia Transversalidades Linguístico-Culturais
em Tarefas de Hoje, GAUDIUM SCIENDI, Nº 3, JANEIRO 2012, pp 124-146
[2] Entre 1898 e 2012 atingiu
28 edições.
[3] Cf. José Augusto Ramos (Cadmo 25 (2016)
101-113); Isaías Hipólito (Brotéria 184 (2017) 205-225.
[4] Documentos da Igreja sobre a Bíblia
(160-2010), Difusora Bíblica, 2011.
[5]
Marie-Joseph Lagrange, O.P., Recordações
Pessoais. O Padre Lagrange ao serviço da Bíblia, Biblioteca Dominicana,
Coimbra, Tenacitas, 2017.
[6] A Interpretação da Bíblia na Igreja, S.
G. E., Rei dos Livros, 1994.
[7]
Cf. Natalio Fernández Marcos, Septuaginta.
La Biblia griega de judíos y cristianos,Sígueme, Salamanca 2008.
segunda-feira, 3 de abril de 2017
INOVAR OU REPETIR?
Frei Bento Domingues,
O.P.
1. Segundo
a teologia católica mais corrente, os sacramentos cristãos não são de anjos nem
para anjos. A Irmã Lúcia, nas suas Memórias, abalou essa opinião. Contou que, entre
Abril e Outubro de 1916, já tinha aparecido um anjo aos três pastorinhos, por três vezes, convidando-os à oração e à penitência. Identificou-se
como o “Anjo da Paz, o Anjo de Portugal”.
Apresentou-se como ministro da comunhão eucarística sob as duas espécies. Não disse onde as
teria ido arranjar.
À
distância de um século, é uma poderosa narrativa surrealista, indiferente à
disciplina romana, de então, sobre a Eucaristia. Ver aí uma precoce antecipação
portuguesa do Concílio Vaticano II que, em 1916, ainda ninguém podia prever,
condiz bem com a nossa imaginação delirante, compensatória da frustração de não
termos contado para nada no maior acontecimento da Igreja Católica do séc. XX.
Com
anjos ou sem anjos, os sacramentos movem-se sempre no mundo simbólico que só
fala à inteligência a partir dos sentidos mergulhados nas realidades terrestres
mais elementares. Ao se tornarem manifestações rituais e litúrgicas exprimem,
em gestos e palavras, a identidade partilhada da fé e a sua transmissão. É a fé
subjectiva e manifestada que constitui a alma e o motor de todas as formas da
ritualidade cristã. Por tudo isso, petrificar os ritos, considerá-los estáticos
e imutáveis é trair a condição incarnacionista do cristianismo. Ritualidade e
criatividade não se excluem, exigem-se mutuamente. As celebrações litúrgicas
que se limitam, ano após ano, a reproduzir um ritual fixo, tornam-se ritos de
sepulcros vazios. Como escreveu S. Tomás de Aquino, a graça não substitui a
natureza, não evapora o tempo, a mudança.
Por
enquanto, – aproxima-se a era do
pós-humano! - os rituais têm a sua raiz na condição corporal do ser humano
e, portanto, na sua composição biogenética, ecológica – natural e cultural – e
bio psíquica.[1]
Existem
em qualquer sociedade, não são um exclusivo das religiões nem a sua eficácia
simbólica está reduzida aos sacramentos cristãos. Não esgotam a liberdade de
Deus nem a presença de Cristo na vida humana. Somos nós que precisamos de
celebrar a fé, na transformação da nossa história, para nos darmos conta de que
o Espírito de Deus actua onde quer, quando quer e como quer, sem nos consultar,
mas com gosto de nos associar à sua criatividade. Os gestos e as palavras da
liturgia não caíram do céu. No seguimento de Cristo, são responsabilidade de
toda a Igreja para estabelecer um vai-e-vem contínuo entre a complexidade da
vida pessoal, familiar, profissional, cultural, política e o tempo dedicado à
festa da sua reconversão permanente, metamorfose pascal.
Neste
sentido, as expressões litúrgicas da Quaresma, têm de evitar dois extremos: não
cair no contínuo improviso – algo desumano – nem se reduzirem à eterna
repetição do mesmo. As simples exortações moralistas à oração, ao jejum e à
esmola não bastam para criar uma nova consciência das nossas alienações nem
provocam movimentos de transformação significativa na sociedade e na Igreja.
2.
Já me perguntaram, várias vezes, se o pedido de Jesus Cristo, na chamada Última
Ceia, repetido em todas as missas – Fazei
isto em memória de Mim –, não seria a manifestação de uma grande solidão,
de pouca confiança nos discípulos ou até de um certo narcisismo, como o dos
grandes líderes ou pessoas ilustres que desejam uma estátua, o nome numa rua ou
numa praça?
Se
a expressão Fazei isto em memória de Mim
manifestasse Jesus preocupado com ele próprio, com o seu futuro na memória do
mundo, estaria a renegar-se e em contradição aberta com o que foi o testemunho
da sua vida. O que nesse testemunho é indelével é, precisamente, a despreocupação com ele mesmo. A sua
causa era o reino de Deus, como alegria do ser humano. Segundo os Actos dos
Apóstolos, passou a vida fazendo o bem. Nunca
andou a tratar de interesses pessoais, mas da vida que tinha sido negada aos
doentes, aos excluídos da sociedade e da religião.
Na
noite em que foi traído, deixou aos discípulos o encargo que deve ser o de toda
a Igreja e para sempre: não atraiçoeis o que procurámos viver juntos em função
do mundo inteiro, a partir dos mais ofendidos.
3. Um
belo poema de Eugénio de Andrade termina assim: Eu sei: tu querias durar. / (…) Paciência, querido, também Mozart
morreu./ Só a morte é imortal.
O
tema deste Domingo é a ressurreição de Lázaro[ii]. A longa narrativa do
quarto Evangelho mostra, pelo contrário, que também a morte é mortal. Diante do
túmulo, Jesus gritou em voz alta: Lázaro sai
cá para fora! O morto saiu, com os pés e as mãos enfaixados e o rosto recoberto
por um sudário. Jesus disse-lhes: Desatai-o e deixai-o andar.
Surge,
aqui, um novo paradoxo: a partir desse dia, o Sinédrio resolveu matar Jesus,
que teve de passar à clandestinidade. Os sumos sacerdotes e os fariseus tinham,
por isso, ordenado que quem soubesse onde Jesus estava, o indicasse, para que o
prendessem.
O
Sumo Sacerdote daquele ano tinha encerrado toda a discussão com a sentença
radical: acaba-se com esse homem e fica salva a nação. Sem querer, comenta o
narrador, Caifaz “ profetizou que Jesus iria morrer pela nação – e não só pela
nação, mas também para congregar, na unidade, todos os filhos de Deus
dispersos.”
Temos,
aqui, uma extraordinária descrição do sentido universal da missão de Jesus
Cristo: fazer da vida um dom ao mundo, sem restrições.
Resta
a questão que junta os paradoxos da vida e da morte, aos quais nem Jesus
escapou e que talvez possa ser formulada assim: qual deve ser hoje o papel inovador dos discípulos de Cristo, de
toda a Igreja, de cada um de nós na reunião dos filhos de Deus que se ignoram
ou guerreiam por causa da dominação política, económica, étnica, cultural e
religiosa?
Conformar-se
com o estado actual do mundo é a grande traição que diariamente nos tenta. A
resignação é o nosso pecado.
A
Quaresma ainda não acabou.
Lisboa,
02.04.2017
Aniversários em Abril
Durante este mês celebram o seu aniversário os
nossos
Amigos
NOME Dia
Álvaro
Antunes Rodrigues 3
Jose
Augusto Fernandes Torres 5
Joaquim
Silva Moreno 7
Dinis dos
Santos Rodrigues 7
Joaquim
Ambrósio Vieira Ribeiro 8
Manuel Joaquim
da Silva Leopoldo 8
Artur da
Silva Cristóvão 9
Eduardo
Jorge M. Carmo 13
Angelo
Costa Carvalho 14
António
Augusto Brízido 21
Frei
Mateus Peres 23
Manuel
Rufino 28
José
Agostinho Rodrigues 30
Para todos os nossos parabéns e os votos de
um futuro cheio de
Bençãos
de Deus.
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