segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Aniversários em Setembro


Durante este mês celebram o seu aniversário os
nossos Amigos
NOME Dia

Vitorino Vieira Dias, 6
Abílio de Jesus da Rocha e Silva 7
Jose Paulo Fetal da Silva 10
Eduardo de Jesus Bento 11
Jose Joaquim Vieira 12
Amândio Carvalhais 12
Baltazar Martins Jesuíno 15
Luis Pires Gonçalves Ginja 16
Para todos os nossos parabéns e os votos de um futuro cheio de  
Bençãos de Deus.

De que maneira, mesmo na adversidade, se pode ser feliz



É sabido que delineamos o nosso futuro através das nossas atitudes. Somos responsáveis pela vida que temos. Não nos adianta culpar os outros pelo que nos acontece. A vida é uma aprendizagem que nós próprios temos de fazer e não os outros por nós.
A chave da felicidade poderá estar na forma como olhamos para a vida, na postura perante as dificuldades e nos objetivos que definimos. O isolamento, a inação, o pessimismo, a comparação social, a comunicação negativa, a atitude ruminante, a vitimização, em nada contribuem para ser feliz. Antes pelo contrário. Constituir objetivos e sonhos de uma vida melhor, perdoar e não ficar agarrado ao passado, ser tolerante, ter objetivos de vida absorventes contribuem para sermos mais felizes. Sentir medo, tristeza, raiva é natural e pode contribuir para aumentar a nossa resiliência, para aprender com os erros e crescer no desenvolvimento pessoal.
O passado passou. Faz parte da história. Se passou, não pode ser alterado, mas terei de aprender com o que aconteceu, isto é, o passado é uma reserva de vivências e conhecimentos que nos ajudam a traçar o presente e o futuro. O futuro poderá ser uma surpresa e o presente uma dádiva. Portanto, vou viver intensamente o presente, transformando-o num estado durável de alegria e satisfação, aprendendo a viver num estado mental de paz interior. É o que eu penso que pode definir a maneira como me sinto neste momento.
Portanto, vou afastar os pensamentos negativos, utilizando a mente a meu favor e concentrar-me na alegria de estar vivo e reconhecer que posso mudar o meu estado de espírito mas não a vida ou o mundo que me circunda. A adversidade constitui uma oportunidade. Posso criar os meus pensamentos e ver a vida e o mundo de uma forma mais positiva e alegre, contribuindo, ao mesmo tempo, para a sua melhoria.
Ficar preso a momentos dolorosos do passado diminui a oportunidade de ser feliz no presente. Vou passar a ser observador do que aconteceu, focando tudo sob o seu aspeto positivo. É necessário seguir em frente e não ligar ao que desapareceu, aprendendo antes a apreciar o que obtive. A alegria, a felicidade não está no que sucede, mas sobretudo em mim.
Quando acreditamos em nós próprios, na capacidade ilimitada da mente que possuímos, descobrimos que valemos muito mais do que pensávamos e que podemos ser cada vez melhores. A fonte do sucesso está em nós próprios, no nosso interior. Está em escutarmo-nos e encontrarmos o sentido da vida, vivendo na aceitação, na esperança, na confiança e na alegria.
Afinal, qual é meu objetivo na vida? Qual é o meu dom, talento que posso oferecer aos outros? Uma vida vivida para os outros adquire sem dúvida um maior sentido. Tenho de assumir o presente, respeitar o que tenho e o que a vida me deu. Pretendo deixar uma marca significativa, lutando pelo meu sonho de um mundo melhor. O passado, o presente e o futuro fazem parte da vida. Mas o momento que vivo é o agora, até porque é o único que tenho, havendo sempre mais possibilidades do que aquelas que imagino.
A vida é muito curta, mas encontra-se cheia de oportunidades e espero não me vir a arrepender daquilo que possa fazer e não o tenha feito. Posso ter errado, mas é através dos erros que tento aprender. Aliás, a vida é uma aprendizagem. Posso ser afetado pelo meu agir perante a visão do que me acontece e não tanto pelo que sucede.
Uma mudança de atitude leva a uma mudança de vida. Sou um ser feliz pois sinto-me privilegiado pelo facto de estar vivo e com saúde. Não posso lutar contra o passado, mas aceitar o que aconteceu. O poder de realizar coisas existe no interior de cada um de nós. Cada pessoa é única e diferente das outras. Possui talentos, habilidade e capacidades próprias. O importante é ser eu mesmo, descobrir em que me diferencio dos outros.
Sou o responsável pela minha vida. Nada me impede de tomar decisões por uma vida melhor, mais positiva e agir de acordo com o que decido. Tenho um sonho, um projeto de um mundo melhor, mais justo e solidário, e é por isso que vou lutar.
A felicidade tem também a ver com a nossa autoestima, que consiste em  ter uma opinião positiva de nós próprios, em termos confiança nas nossas capacidades de lidarmos connosco e com o mundo que nos rodeia de uma forma assertiva. Encontra-se ligada ao autoconhecimento, o amor-próprio, aceitando-nos tal como somos.
Num determinado momento, ama-se alguém. O coração retém o sentimento e, durante a vida, quando não existe quem se ama, fica o amor que lhe temos. Mas o Papa Francisco diz-nos: “Não chores pelo que perdeste, luta pelo que tens. Não chores pelo que está morto, luta por aquilo que nasceu em ti. Não chores por quem te abandonou, luta por quem está contigo. Não chores por quem te odeia, luta por quem te quer. Não chores pelo teu passado, luta pelo teu presente. Não chores pelo teu sofrimento, luta pela tua felicidade. Com as coisas que nos vão acontecendo, vamos aprendendo que nada é impossível de solucionar, apenas temos de seguir adiante”.
Não é admissível estarmos hoje a prolongar algo desagradável que nos fizeram no passado. Para nos libertarmos, temos de perdoar, desistir da carga dos sentimentos que nos ferem, permitir que isso desapareça. Os problemas são oportunidade para crescer, são desafios. É necessário eliminar o ressentimento e perdoar. Perdoar-nos até a nós próprios, pois agimos de acordo com o que de melhor sabíamos. Isso leva-nos a amarmo-nos mais, a conhecermo-nos melhor, a ganharmos uma maior autoconfiança. Tudo isso contribui para um equilíbrio emocional, para um melhor bem-estar subjetivo pessoal.
As nossas características únicas diferenciam-nos de qualquer outra pessoa. Precisamos de mergulhar dentro de nós próprios e escutarmo-nos, descobrir o que está certo para nós. Não devemos estragar o presente por um passado que não tem futuro. O passado não volta mais. Serve para aumentar a nossa sabedoria para avançar, para fazermos as coisas de outra maneira. Sabedoria para a qual a experiência de vida é fundamental. Quanto mais claramente nos compreendermos a nós próprios e às nossas emoções, melhor nos relacionaremos connosco e com o mundo que nos envolve. Não podemos permitir que as frustrações nos dominem. Os erros que possamos cometer constituem uma oportunidade para crescer.
Temos de descobrir as atividades, inclusivamente o trabalho, que poderão contribuir para a nossa felicidade. Cultivar o otimismo, aumentar a nossa autoestima, desfrutar o momento presente, descobrir o nosso propósito de vida, aprender a lidar com os problemas, tornando-os desafios, evoluir enquanto pessoa, cuidar do corpo e do espírito, contribui para uma vida e mundo melhores.
Reavivar os valores que fazem sentido, descobrir o essencial, as relações humanas, no que nos une, no amor, na gratidão. O homem é um ser social. Como tal, dificilmente consegue ser feliz na solidão. Precisamos de afeto, convívio, alegria, humor, sorriso, emoções positivas, transformar pensamentos negativos em positivos. Se não conseguimos libertar-nos deles, contornemo-los, reprogramemos os pensamentos.
Os problemas sempre existirão. São desafios. Viver é enfrentar a vida com os seus problemas uns atrás de outros. O modo como são encarados é que faz a diferença. O que determina a felicidade é a forma como reagimos ao que acontece. Tendo consciência de como a nossa vida é passageira, devemos aproveitar as oportunidades de ser feliz e de contribuir para que outros o sejam.
Refletir sobre o que sou, o que fiz, conhecer-me melhor. A personalidade permite-nos uma construção unificada ao longo da nossa vida, conferindo um sentido ao passado, presente e futuro. Construção mental e história de vida integram-se numa identidade, no respeito pela diferença. Somos todos diferentes mas apesar de tudo iguais, sendo cada um de nós um ser único.
A felicidade constrói-se através da perceção que temos sobre os acontecimentos do dia a dia e da atitude que tomamos perante os problemas e no relacionamento com os outros. É um jeito de viver, uma conduta, uma maneira de estar. Para nos sentirmos mais felizes, podemos adotar atitudes como expressar gratidão, cultivar o otimismo, cortesia, relações sociais, saborear as alegrias da vida, praticar a espiritualidade. Os nossos pensamentos determinam o que somos e seremos no futuro. Somos o que pensamos. Somos os únicos responsáveis pelas nossas vidas e só conseguiremos bem-estar, tranquilidade e alegria se nos conhecermos melhor a nós próprios.
A felicidade tem também o significado de bem-estar espiritual ou paz interior. Existem diferentes abordagens ao seu estudo: pela filosofia, religiões ou pela psicologia. O Homem procurou sempre a felicidade, ao longo dos tempos.
Para Aristóteles, século IV A. C., a felicidade estaria no equilíbrio, na harmonia. O bem-estar eudemónico tem origem em Aristóteles e tem a ver com o bom caráter, com a realização pessoal. Eudaimonia, eu = bem-disposto, daimon = que tem um poder divino. Para Aristóteles, a eudaimonia, felicidade, está em atingir o potencial pleno da realização de cada um. Mais do que um sentimento, está relacionada com o que uma pessoa faz de si e da sua vida, sendo uma expressão da virtude. É a meta da vida humana.
Aristóteles considera que a felicidade constitui o bem supremo, o fim último, sendo difícil dizer o que é. Para uns consistirá no prazer; para outros, na contemplação. Recusa a ideia de que a riqueza nos possa garantir a felicidade, baseando-se esta na autorrealização numa comunidade através do exercício da virtude.
Existiram outras correntes filosóficas que se debruçaram sobre o tema da felicidade, como, por exemplo, o epicurismo, que entende a felicidade como o prazer moderado, os estoicos como a aceitação da vida, os racionalistas, como Leibniz, a adaptação da vontade humana à realidade, etc. Várias escolas da Grécia Antiga defendiam múltiplas formas de alcançar a tranquilidade, um meio para a felicidade. Segundo o estoicismo, podia ser atingida através do autocontrole e da aceitação do destino. Epicuro defendia o hedonismo, a filosofia do prazer, sendo este bom e a dor negativa. De um ponto de vista filosófico, considera-se a felicidade como o fim último e o bem supremo da existência.
 Para Nietzsche, o ser humano não foi concebido para a felicidade, mas para o sofrimento. Para a filosofia oriental, deriva de um estado de harmonia interna, um sentimento de bem-estar duradouro.
Além destes, muitos outros filósofos se pronunciaram sobre a felicidade ao longo da História, mas não nos vamos debruçar sobre eles nestas breves reflexões.
A felicidade é um desejo do ser humano e o seu objetivo último. Está associada a uma vida com sentido, num bem-estar constante e num otimismo em encarar as circunstâncias e o mundo.
Uma vida feliz é uma vida partilhada com a família, com os amigos e pessoas que nos trazem sentimentos positivos, mostrar gratidão, cultivar as boas relações sociais, não ficar demasiado preso ao passado. O medo, tristeza, raiva ou outras emoções negativas, assim como os erros que cometemos, podem contribuir para a nossa aprendizagem, para crescer e superar-nos a cada tentativa, assumindo-nos como os protagonistas das nossas vidas. Podemos não conseguir controlar determinados pensamentos, mas podemos escolher a atenção e o significado que lhe queremos dar.
A alegria e outras emoções positivas são importantes para reforçar o nosso sistema imunitário e para ter mais saúde. A felicidade resulta do amor, amizade, esperança a curto, médio e longo prazo, saúde, ambiente, educação, espiritualidade, consciência tranquila.
O bem-estar subjetivo tem a ver com a saúde, amor, sentido de vida, realização, liberdade e paz interior. Depois da saúde, o mais importante é a paz interior para a qual o perdão contribui. Quando nos relacionamos com o Divino, com um poder superior, conseguimos ser mais felizes e lidar melhor com as adversidades que surgem. A meditação e a oração proporcionam grandes benefícios físicos e psicológicos. Ouvir a nossa voz interior ajuda a encontrar as melhores soluções para quando for preciso e a confiar no que a vida nos dá.
O passado serve como aprendizagem. A reflexão sobre os factos e ações do passado ajuda-nos a evoluir. O futuro ainda não chegou. O que conta é o presente. Somos responsáveis pela nossa felicidade, pela gestão dos nossos pensamentos. Um pensamento positivo produz muitos benefícios no corpo, mente e nos relacionamentos.
Portanto, devo largar os pensamentos negativos, não os combater mas aprender a deixá-los ir, libertando-me, orientando-me para a alegria, para a esperança, para a gratidão, para o sentido e propósito da minha vida.
Para ser feliz, é importante conhecer-me melhor. Quem sou? Onde vou? Com quem? Qual é o meu propósito de vida? A realização pessoal passa também por amar e ser amado. Sorrir, mesmo quando tiver dificuldades em fazê-lo. Viver cada dia como se fosse uma dádiva. Aprender com os erros. O crescimento interior alcança-se pela experiência de vivermos e de errarmos. É sempre possível recomeçar, aprender a confiar nas nossas capacidades com vista à concretização de um objetivo.
Quando mergulhamos em nós mesmos, a nossa vivência muda para melhor, aumentando a satisfação, o bem-estar subjetivo, termo adequado para designar a Felicidade, que tem também a ver com os afetos e a satisfação com a vida.
Os pensamentos influenciam as emoções. Os pensamentos positivos, alegria, sucesso, valorização, levam a resultados positivos, entusiasmo, energia, boa disposição. Os pensamentos negativos, falta de confiança, mágoa, receio, culpa, levam a resultados negativos, ansiedade, raiva, fadiga, etc. Podemos agir nos nossos processos mentais de modo a facilitar os pensamentos positivos e o nosso bem-estar. Tendo em conta os aspetos positivos que temos, lidaremos melhor com as dificuldades, seremos mais felizes.
Portanto, não entrar em stresse perante os problemas, lutar pelo que queremos, concretizar os sonhos, demonstrar amor, sermos nós próprios diante dos outros, viver cada dia como se fosse o último, viver a vida de forma positiva, leva-nos a sermos mais felizes.



Baltazar Martins

sábado, 6 de agosto de 2016

CINQUENTA ANOS DE SACERDÓCIO



Passaram cinquenta anos sobre a ordenação sacerdotal do Fr. Pedro da Cruz Fernandes. Desperto para esta realidade, dei comigo a desfiar um rosário de recordações, a recuar a um qualquer dia do mês de Outubro de 1955 e a desafiar a memória que, felizmente, ainda me assiste.
Tão menino que menino eu era (ao jeito de Pessoa), menino de minha mãe 11 anos apenas, uma camioneta ruidosa e poeirenta despeja-me junto à estação de caminho de ferro de Vila Franca das Naves (Trancoso). Eu ainda não tinha forças para carregar as duas malas do enxoval mas, como ia confiado à custódia de meu primo Álvaro Milagre que ia para o 4º ano, era ele o meu suporte. Era cedo, sete da manhã, os ferroviários de serviço ainda carregavam o peso do sono e da impertinência e venderam os bilhetes para Caxarias. Um silvo distante, talvez na curva da Velosa, anunciava a proximidade do trem. O cais era uma miscelânea de malas, sacos de trapos e batatas, caixotes, cestos, adeus até pró ano, lágrimas, suspiros e os ciganos que iam até à feira de Celorico. Suada e negra, a bufar por todas as juntas, vinha a vaporosa locomotiva, arrastando consigo meia de dúzia de carruagens classificadas de 1ª, 2ª e 3ª classe. Um seminarista era um cidadão de terceira, ou não aspirasse, a partir daquele momento, às juras de votos de pobreza. Das janelas de uma das carruagens, vozes gritavam: -Para aqui!...
José Lourenço, Zé da Cruz (fr. Pedro), Amadeu Valério, António Lines, Manuel Melro, Orlindo Igreja, Manuel Salvado, Manuel Braz, pelo menos a estes, juntei-me eu, meu primo Milagre e Francisco Saraiva. Começaram a fazer-se as apresentações, partilhámos o farnel, as venturas, desventuras e histórias do seminário. O Zé da Cruz já liderava de certo modo, embora não fosse o mais velho do grupo. A sua amizade e sua disponibilidade para comigo, eu nunca esqueci. Ensinou-me a fazer a cama no dormitório velho e até me ensinou a cortar cabelo. De seu irmão, Fr. João Domingos, guardo uma saudade imensa, que mitigo de vez quando lendo uma carta que religiosamente conservo e que ele me escreveu quando lhe comuniquei que não me apresentaria no Convento de Fátima para tomar hábito, no dia 4 de Agosto de 1960.
         Idealizei a minha presença nas comemorações do jubileu de ouro na sua aldeia natal – Torre (Sabugal). Porém, nem sempre o que calendarizamos acontece e eu não poderei estar presente. Ele sabe, contudo, que eu estarei em espírito comungando da acção de graças que ali terá lugar.
         Obrigado fr. Pedro por esta amizade (já tão velha!) e que Deus te deixe permanecer muito tempo entre nós.
         Abraço Amigo


         Nelson

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

ENCONTRO ANUAL



Dando continuidade aos encontros fraternos que se vêm realizando desde 2005, a comissão nomeada em 2015 para organizar o encontro de 2016 vem informar:
1.       A população de Aldeia Nova pretende organizar este ano uma festa de Homenagem ao Frei Alberto Carvalho e a outros Frades Dominicanos, ilustres pelo testemunho e trabalho desenvolvido por terras de “Aldeia Nova, Olival” e outras comunidades do concelho de Vila Nova de Ourém
2.       Achámos por bem agregar o nosso Encontro Anual a essa homenagem pelo que nos reunimos com os amigos dos Dominicanos de Aldeia Nova, Armando Neto e António Oliveira, com o objetivo de fazermos um Programa Comum.
3.       A data ficou acordada para o dia 8 de Outubro deste ano com o seguinte programa
10h00 – Receção junto à Capela de Aldeia Nova (Olival)
11h00 – Missa com animação musical a cargo do Grupo de Liturgia da Paróquia do Cercal onde o Frei Alberto foi Capelão largos anos.
12h00 – Homenagem ao Frei Alberto e aos Professores, Frades e Leigos, que trabalharam em prol do Seminário e das comunidades locais.
- Apresentação do livro “Dominicanos em Terras de Ourém” coordenação do Dr. Acácio de Sousa
- Deposição de coroa de flores junto à estátua de Frei João Domingos.
13h00 – Almoço na Sede da Comissão de Melhoramentos de Aldeia Nova
                - Tarde recreativa a cargo dos artistas do costume (não esquecer guitarras e violas)

Vem para recordar tempos antigos, velhas paisagens, alunos e amigos doutras épocas, porque a frequência desta “Escola Apostólica”, foi o ponto de partida para a valorização pessoal de cada um, abrindo novos horizontes para muitos de nós.
Traz a família.

Importante: Passa esta mensagem a colegas que possam não ter sido contactados por não atualização dos arquivos existentes.





Ficha de Inscrição

Nome:……………………………………………………………….……………………………………………………….……………………………………………………..
Morada:………………………………………………………………….……………………………………………………….………………………………………………
Telefone: fixo…………………………………………                   móvel……………………………………………
Nº de pessoas:………………………………
Preço p/ pessoa: €25,00 (crianças dos 3 aos 10 anos =50%)
Agradecemos a devolução da ficha preenchida ou a confirmação da presença, por telefone ou e-mail, impreterivelmente até 20 de setembro.
Contactos:
Amândio Carvalhais
R. Sto. António, 9
Canto de Calvão
3840-073 Calvão – VGS
amandio@panedge.com
Tlf: 919195068
Manuel Evangelista Pinho
EN109, 33
Cabecinhas
3840-011 Calvão – VGS

Tlf: 234781319
Manuel Almeida Domingues
Rua Cabo Verde, 21
3800-010 Aveiro


Tlf: 933479491

Menu (serviço de mesa)
Receção de boas vindas
                - bebidas diversas, salgadinhos, canapés, churrascos de enchidos regionais,
Quentes
                - Sopa: Creme de espinafres
                - Bacalhau à Narciso
                - Lombinhos de porco com castanhas
Mesa de frutas e doces
                - Frutos nacionais e tropicais laminados
                - Doces diversos: caseiros e de colher
Bebidas

                - Vinhos regionais tinto/branco, águas, refrigerantes, café e digestivo

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Fora do Estudo não há salvação

FORA DO ESTUDO NÃO HÁ SALVAÇÃO
Frei Bento Domingues, O.P. in Jornal Público

1. Ao apresentar em Luanda, com este título, um programa de trabalho histórico-teológico a um grupo de jovens estudantes dominicanos, sobre os modos de fidelidade e infidelidade ao carisma da Ordem dos Pregadores - ao longo dos seus 800 anos - um deles destacou os graves inconvenientes desta afirmação. A sua sonoridade evocava demasiado uma outra expressão que envenenou séculos de teologia missionária e pastoral: fora da Igreja não há salvação! Mas o que agora propomos é algo que nada tem a ver com essa aberração. O título diz apenas que em qualquer tempo, lugar e cultura, sem a dedicação permanente ao estudo, os dominicanos não podem realizar a sua missão na Igreja, acabando por cumprir tarefas que os não definem e os torna facilmente dispensáveis e substituíveis.
M. D. Chenu O.P., famoso historiador-teólogo que suscitou várias gerações de investigadores das ciências indispensáveis às práticas teológicas inovadoras, lembrou que “a Ordem dos Pregadores nasceu, radicalmente, da compreensão, da análise e do amor a um mundo em mutação. Enquanto o conjunto da Igreja hierárquica e povo simples praticante se sentem tolhidos, as novas equipas religiosas, Frades Menores e Pregadores à cabeça, reconhecem que esse mundo como tal, e não apenas a ordem estabelecida, é provocação ao Evangelho. É aí que importa ler os “sinais dos tempos”, acontecimento actual do Reino, presença activa da Igreja no gemido da criação. Não é obra de reformismo moral, de simples revisão pastoral, de acomodação de regras e estruturas, nem sequer, ao fim e ao cabo, de uma santificação das virtudes. Trata-se de um carisma, com a compreensão viva, profética, de uma situação humana nova, na evolução do mundo”.
2. Este é um sugestivo retrato histórico do mundo em que nasceram os franciscanos e dominicanos. A realização da originalidade do carisma da Ordem dos Pregadores implicava, não apenas a convicção de que sem a graça da pregação, graça do Pentecostes, não podia preencher uma das mais graves lacunas da Igreja do seu tempo, a miséria espiritual da ignorância. Consciente de que a graça não substitui a natureza, pelo contrário, exige a mobilização de todos os seus recursos cognitivos e afectivos, foi o próprio S. Domingos que, em 1217, dispersou os primeiros companheiros para estudar, pregar e criar comunidade, preferindo, para esse efeito, os centros universitários de Paris e Bolonha. O estudo não é uma ocupação ocasional, mas uma peça mestra da observância religiosa. Por isso, a aquisição de livros e a sua boa conservação não podiam ser afectadas pelo voto de pobreza. Os livros são as nossas armas, dizia o capítulo provincial de Avinhão, em 1288.
As exigências do estudo justificavam a flexibilização da vida conventual, por meio da dispensa individual e colectiva. Logo que um jovem começava o Noviciado, o padre Mestre devia ensinar-lhe que, sempre e em toda a parte, de dia e de noite, em casa ou em viagem, devia ter a preocupação de estudar e reflectir. A existência quotidiana de uma comunidade de Pregadores organizava-se como escola de teologia e pregação.
Segundo as primeiras Constituições, não se podia abrir nenhuma comunidade sem dispor de um prior e de um professor de teologia. A assiduidade ao estudo era um dos elementos da vida conventual que os visitadores, encarregados de controlar a regularidade da vida das comunidades, deviam verificar.
Por isso, todos os conventos da Ordem terão de ser, ao mesmo tempo, centros de vida consagrada, de pregação e de teologia. Foram estes os diversos elementos da nova fórmula de «vida apostólica» que S. Domingos procurou e conseguiu ver explicitamente enunciados nos documentos pontifícios, a fim de organizar e estabilizar o seu desígnio fundacional.
Ainda nos começos do século XVI, um célebre Mestre Geral da Ordem e grande teólogo, Tomás de Vio Cayetano, retomou a mesma convicção: se o estudo da Verdade sagrada desaparecer da Ordem dos Pregadores, esta Ordem acaba[1]
3. Outro Mestre Geral, Humberto de Romans (1200-1277), já tinha destacado a originalidade da forma de vida configurada por S. Domingos, seus companheiros e seguidores, afirmando que a Ordem dos Pregadores foi a primeira a unir, de forma estrutural, estudo e vida religiosa.
Não aconteceu, por acaso, que em poucas décadas florescessem no seu seio figuras como Sto Alberto Magno e S. Tomás de Aquino. O primeiro sublinha que é na doçura da vida comunitária que se busca a verdade. Não suporta que a ignorância queira recusar à Ordem dos Pregadores o estudo e o uso da filosofia. O seu discípulo, Tomás de Aquino, realça que a forma de vida activa, pregando e ensinando a realidade contemplada é mais perfeita do que a pura vida contemplativa. É melhor iluminar do que ser apenas luz.
Desejo que os dominicanos em Angola, continuem decididos, na linha de S. Domingos, a desenvolver centros de vida consagrada, de pregação e de práticas teológicas aliadas às ciências humanas.
Luanda, 31.07.2016



[1] Para todos esses aspectos históricos, ver André Duval, O.P., Síntesis histórica de la Orden de los Frayles Predicadores, Biblioteca Dominicana, Bogotá, s/d.ão

Outras guerras em tempo de estio





         Nunca me senti tão constrangido como nestas alturas, para evocar e recomendar a paz, as férias, o descanso e a celebração de encontros de antigos e novos amigos. Em momentos de tanto alarido e animosidade, tropeçamos com emblemas, estandartes e bandeiras desfraldadas, bem identitárias e de colorido adverso, que pregam ao mundo o que nos distingue e muito pouco o que nos faz iguais. E, de permeio como argamassa bruta e desagregadora, está essa tão nobre e libertadora atividade desportiva…
         Não pretendo ser desmancha-prazeres - palavra que não! - mas passado já o equador do Euro 2016, neste calor justiceiro de julho, creio que a pior glória da seleção de qualquer país seria a vitória final, pois não parece ser assim tão honrosa e satisfatória a vil submissão dum hipotético adversário, que a multidão nacionalista extrapola para além do desporto.
E o meu desassossego está para durar todo o bendito verão, pois para além desta competição europeia e outra americana do mesmo teor, seguir-se-á uma mais olímpica, em agosto, por desgraça também entre nações: sempre para confraternizar e fazer amigos, mas muito atentos ao ranking das nações e com picardias pelo meio. Não sei o que teria em mente o ilustre barão P. Coubertin ao modernizar esta “guerra” que fundou o COI, mas podia ter sido mais previdente e criativo quando misturou desporto com nacionalidades. São frequentes as bulhas e atitudes menos desportivas entre atletas e a sua retaguarda, tudo bem alimentado e vendido a bom preço pela comunicação social menos recatada.
         Há meia dúzia de anos, na véspera de mais um confronto mundial de futebol, realizado na África do Sul, caiu-me nas mãos um artigo dum órgão de cobertura internacional e diária em que o autor lamentava o que aí vinha e iluminava claramente a face escura do evento. Não sei se o mesmo autor era propenso à prática desportiva, mas pareceu-me que tinha uma mente sã, embora desconfio que não revelava grande afeto e talvez jeito para a bola. Não obstante, tinha alguma razão em criticar o desfile de vaidades, a voracidade das marcas patrocinadoras, a presunção da força, a estatuto menor do adversário, às vezes inimigo, e também os gastos astronómicos numa atividade que deveria ser mais aberta, generosa e democrática. Está fresca na nossa memória a forma como os gestores destes organismos se blindam em robustas estruturas herméticas e aí se cozinham muitas vezes resultados desportivos, chantagens, favores e… quanta corrupção!
Tinha razão quando ilustrou alguns dos seus argumentos com casos de violência, por vezes premeditada, com a promoção de atitudes e ideologias intolerantes, práticas de autoritarismo e sancionamento de regimes políticos hediondos, ao longo da história recente, utilizando o desporto mais natural e ingénuo e seus respetivos eventos como suportes astuciosos.
         Aquilo que deveria ser um evidente encontro de pessoas e povos, acontece descambar em competição desenfreada e excludente, que torna esses povos cada vez mais azedos entre si, maquinando vinganças na volta em nome de uma honra duvidosa e mórbida e de uma fronteira física ou convencional que apela constantemente à origem das desavenças. E tudo isto com constante gritaria de hinos e exuberância de marcas nacionalistas em todos os mastros, janelas e cordas da roupa.
         O desporto, mesmo aceitando a competição, não mereceria tais práticas e atitudes e muito menos o desvirtuamento do sentido de encontro. Estamos no tempo ideal e propício para férias, para os verdadeiros encontros, onde todos saem a ganhar. Até nós! Não os deixemos cair. E, a propósito, aqui enviamos provas de bons desportistas obviamente num encontro, sob a mesma bandeira.

         Até breve.

                Manuel Ferraz Faria

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Aniversários em Agosto

Aniversários em Agosto
Durante este mês celebram o seu aniversário os
nossos Amigos
NOME                                                                 Dia
  José S. Pedro Celestino                                                  3
  Frei Bento Domingues                                                    3
  Domingos Francisco D. Farinha                                         3
  Agostinho  Soares Torres                                               4
  Antero Dos Santos Monteiro                                            6
  Manuel Pedrosa dos Santos                                           12
  Manuel Branco Mendes                                                 13
  Manuel Oliveira Borges                                                 14
  Abel Manuel Dias                                                        15
  Luís João de Carvalho Sousa Guedes                               19
  Manuel Carreira Fernandes                                            20
  Domingos dos Santos                                                   22
  Frei Jerónimo Carneiro                                                  23
  António Francisco dos Reis                                            28
Para todos os nossos parabéns e os votos de um futuro cheio de 

Bençãos de Deus.