quinta-feira, 26 de junho de 2008

30º DIA DO FALECIMENTO DO HORÁCIO


Por informação do Brizido, tem lugar no próximo dia 8 de Julho, às l9 horas, uma Missa no Convento de Cristo Rei (Dominicanos), no Porto.

DIA 28 DE JUNHO - JOÃO FERRO

Consta, nos livros de memórias dos Arquivos de Estremoz que neste dia nasceu 1 rapaz a quem foi dado o nome de JOÃO ANTÓNIO por ter nascido no mês dos santos João e António. Quem não se lembra dos "terríveis" Bento-Jacinto-Ferro e Marques? Hoje e sempre Gente pacata e de bom coração. Já agora, quem sabe onde para aquele saboroso...."prisuntiii" ?Bom aniversário !
JMemória (Joaquim Moreno)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

RELEMBRANDO O HORÁCIO


No meu dossier de Aldeia Nova/Fátima encontrei esta foto do Horácio, a qual, no verso, tem aposta a data de 17.SET.1958.Tinha então o Horácio a idade de 13 anos. Eu tinha 14... Esta foto, ou melhor, a troca de fotos que então fizemos foi tão só um gesto simbólico da amizade e companheirismo que sempre nos uniu. De facto, o Horácio foi sempre um BOM AMIGO: disponibilidade para ouvir, solidário activo, o Horácio sempre se mostrou de uma grande honestidade intelectual. Em Aldeia Nova compartilhamos, durante cerca de dois anos, as tarefas de arrumação e preparação dos «paramentos»... Até no desempenho dessas tarefas o Horácio era um exemplo de dedicação. Tudo fazia com grande perfeição. Eu era, assumidamente, menos enpenhado e até um tanto «traquina»... Incorrendo frequentemente em «pecadilhos».... Autorizados pelo Frei Domingos, íamos, de quando em quando, já pela entrada da noite, ( tinha a malta já recolhido ao dormitório...) à adega buscar vinho para as missas... Claro que quem vai à adega fácilmente cai na tentação de provar o vinho... Era o que acontecia comigo... O Horácio nunca se deixou cair nessas tentações... Era um rapaz virtuoso. A mim, o que me valia era o Frei Miguel... Perdoava-me sempre esses «pecadilhos», ainda que reiterados... Hoje chego a ter saudades desses tempos... E até do vinho... Com a minha saída de Fátima em 1960/61(?) estive alguns anos sem privar com o Horácio. Reencontramo-nos em Lisboa em ambientes bem diferentes do de Aldeia Nova... Creio que já eramos ambos formados ou em fim de cursos : Eu em Direito e o Horácio em Filosofia... Passamos a encontrar-nos com alguma regularidade. Aliás, em Lisboa, o Horácio foi sempre o principal promotor dos enconcontros/convívios de ex dominicanos, alguns muito participados e animados, como os que tiveram lugar na Fonte da Telha... Ao longo da minha vida terei sempre presente o amigo Horácio como referência dos HOMENS BONS. Este o meu simbólico testemunho do Horácio, cuja fotografia guardarei com grande afecto e quero divulgar por todos aqueles que o conheceram em Aldeia Nova ou em Fátima.

Zé Celestino

JOSÉ CARLOS AMADO SANTOS

Por informação veiculada por um amigo, José Mendes, tivemos conhecimento que hoje mesmo o José Carlos Amado Santos foi submetido a uma intervenção cirúrgica ao coração, numa unidade hospitalar no Porto. Nada mais se oferece acrescentar, para além de deixarmos ao José Carlos os votos de um rápido e completo restabelecimento, bem como o regresso ao nosso espaço.
Fica a promessa de mais notícias, quando elas nos chegarem.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

De Prado, Com Saudade


Recebi a notícia pelo mesmo mensageiro, embora aqui, na freguesia onde resido, se encontrem muitos familiares do Horácio que me facultavam os pormenores, que ninguém deseja saber, desde que se manifestou a doença fatal que o ceifaria em muito pouco tempo, mau grado a sua humildade e a coragem com que a enfrentou, como era seu timbre. A todos nos chocou a notícia até porque o Horácio passava por aqui amiúde ou quando podia, para encontrar familiares e amigos e era sempre bem-vindo e estimado pela sua bondade e exemplo de conterrâneo que, voando mais alto do que a mediania, servia de boa referência e motivo para colocar a sua terra no mapa.
Pelos anos 40, nasceu este meu vizinho, na freguesia que dá pelo nome de Vila de Prado, plantada no vale do Cávado, a meia dúzia de quilómetros da cidade de Braga. Era o terceiro de cinco irmãos, família humilde, e deu nas vistas logo na escola primária, pelo que, “seria uma pena se não seguisse os estudos”. Os seminários encarregavam-se de deitar a mão a estes “dotados” sem posses. Desta sorte, coube a vez aos Dominicanos e creio que em boa hora o fizeram, pois colheram dessa cepa um daqueles rebentos que produzem frutos da mais elevada qualidade: não abundam, infelizmente, muitos Horácios assim, senão a Terra seria certamente melhor.
Também eu entrei para Aldeia Nova um pouco pela mão do Horácio, ia ele para o 3º ano. Já não sei bem como foi, mas este patrício, sem querer, era um bom referente para a miudagem. Era também para mim um irmão mais velho, um protector que me envaidecia e a quem a minha mãe ordenava, por diversas vezes, no termo das férias: - Se for preciso, você puxe-lhe as orelhas!... - Nunca mas puxou, mas parece-me que bem podia tê-lo feito algumas vezes. Com ele tive e tivemos a sorte de conviver vários anos, em Aldeia Nova, em Fátima, Valência e Lisboa. São sempre breves esses anos, mas fica a memória de muitas e boas coisas: é essa a minha eternidade.
Lisboa está longe, cada vez mais longe, mas devo-lhe essa homenagem da minha presença e amanhã levar-lhe-ei a recordação daquele sabor e do aroma do último café que tomámos os dois, pela Páscoa do ano passado, numa pastelaria cá da terra. Nunca mais cá voltou, não lho permitiram e eu fiquei-lhe a dever uma rodada. Até amanhã, caro amigo.

Prado, 8 de Junho de 2008

Manuel Ferraz de Faria

domingo, 8 de junho de 2008

MORREU O HORÁCIO

O Horácio Peixoto de Araújo, um dos nossos, faleceu hoje, dia 8, em Lisboa. O corpo encontra-se na Igreja do Convento de S. Domingos (Alto dos Moínhos), realizando-se o funeral amanhã, dia 9, pelas 15 horas.

Fica a triste notícia, que me foi veiculada pelo António Silva, enquanto desenvolvo pesquisas no sentido de elaborar um texto sobre a vida e obra deste nosso companheiro, agradecendo desde já todos os contributos que possam chegar. Obrigado.


Nelson




segunda-feira, 2 de junho de 2008

O GORGULHO DO ORGULHO





Aí está de novo o orgulho de ser português. E ser português – dizem alguns – é uma arte. Ser português é ser artista. E já cá estava a fazer falta um evento que nos ajudasse a concretizar a nossa arte. A arte que é a artimanha de levantar o ânimo e esconjurar o pessimismo. Somos mesmo uns grandes inventores. Mas também há portugueses que chafurdam na má língua e recusam olhar para este belo país com optimismo que é como os bois, com os seus grandes olhos, olham para o pasto. Na verdade houve, há e haverá maus portugueses. São aqueles que nunca sentem motivo de orgulho em sê-lo nem sequer parecê-lo.

E hoje temos motivo para andar com o ânimo subido e o peito inchado de orgulho. Somos vice-campeões da Europa e o Ronaldo é um dos jogadores mais bem pagos do mundo. Basta olhar para a nossa selecção nacional conduzida por Scolari, movida pela arte de um Deco e de um Pepe para nos lembrarmos de que os tempos que correm não são apenas de promessas mas de jucundas certezas.
Hoje o centro do orgulho nacional não é Guimarães, onde nascemos todos; não é a Torre de Belém de onde partimos para a Índia; não é o mosteiro da Batalha onde refundámos a pátria – é Viseu.
Viseu é hoje o fogo vestal onde se alimenta o presente e o futuro de Portugal. Aí se concentra a selecção nacional de futebol, que em denodado esforço, prenhe de sacrifícios, toca o coração de todos nós e por nós chama como quem congrega todo um povo em ordem de batalha. Levanta a alma, povo cabisbaixo! A Suiça espera por teus heróicos feitos… E ei-las: mães de família sorumbáticas, moças donairosas, velhas, novas… e também eles acorrem pressurosos: os pais, os tios, os avós. Deixam os desempregos, os salários em atraso, a prestação da casa por pagar…E devotamente assistem aos treinos no estádio do Fontelo, e humildemente suplicam, que ainda que por breve tempo, os deixem lobrigar os Petis, os Quins, os Nanis… Ah, gente beirã, que me estilhaças o pessimismo e me ajudas a contornar, com um sorriso, o meus quinhentos e vinte euros de salário!
Já não são apenas os discursos de José Sócrates que nos dão ânimo e nos levam a acreditar que vamos para melhor. Também de Viseu, pátrio ninho de Viriato, sopra um vento que nos puxa pela alma e nos empurra para a frente. Os jogadores da selecção são essa força que nos arrasta como uma mula ajaezada puxa uma carroça.
Sim! Em breve estaremos na Suiça, no campeonato europeu, a alma impante de orgulho por sermos portugueses. Os francos, os alemães, os suecos, os helvécios e todos os outros, até têm pena de não ser como nós. Mas tenham paciência, a História escolheu-nos a nós.

(Pára, meu coração, e vai à janela do teu terceiro andar, iça bem alto a bandeira de Portugal. Vai, que a História chama e todos nós somos poucos para empurrar para a frente… viva a bola
!)
Luis Moutinho